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Reflexões a partir da Conferência Mundial de Agricultura Biodinâmica 2026 e o Caminho ABDSul 25+

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    ikiporabio
  • há 3 dias
  • 10 min de leitura

Atualizado: há 1 dia

A agricultura, quando vista em sua dimensão mais profunda, nunca é uma atividade isolada.

Ela nasce da relação entre seres humanos, natureza, animais, seres elementares, cultura e comunidade.


  1. CONFERÊNCIA MUNDIAL DE AGRICULTURA BIODINÂMICA 2026


A compreensão holística esteve no centro da Conferência Internacional de Agricultura Biodinâmica, realizada de 4 a 7 de fevereiro de 2026, no Goetheanum, Dornach, na Suíça. O encontro reuniu cerca de 750 participantes presenciais de 46 países, além de aproximadamente 700 participantes online.


O tema central — “Nunca se trabalha sozinho na agricultura” — revelou uma verdade essencial: o cultivo da terra não é apenas um processo técnico ou produtivo, mas um ato profundamente comunitário, que envolve pessoas, natureza, animais, seres elementares e dimensões espirituais da vida.


Organizada pela Seção de Agricultura do Goetheanum, a conferência estruturou-se em três eixos principais:


• A Agricultura como Fundamento de Comunidades Vivas

• Mantendo a Humanidade: A Agricultura como Escola de Liberdade e Cura

• Comunidades de Investigação e Conhecimento


Esses três temas apontam para um horizonte ampliado em que a agricultura biodinâmica se revela não apenas como método agrícola, mas como força cultural e social capaz de regenerar comunidades humanas.


A agricultura como fundamento de comunidades vivas

Uma das perguntas centrais da conferência foi:


Como a fazenda pode tornar-se o coração de uma comunidade viva?

Na visão da agricultura biodinâmica, inspirada pelos impulsos de Rudolf Steiner, a propriedade agrícola é compreendida como um organismo vivo, no qual o cosmo, solo, plantas, animais e seres humanos formam uma unidade dinâmica.


Quando essa visão é ampliada para o campo social, a fazenda pode tornar-se também um centro de vida cultural, econômica e comunitária.


Experiências apresentadas na conferência ilustraram esse potencial em diferentes contextos do mundo. Entre elas destacaram-se a Krumhuk na Namíbia ou as Fazendas Vilicus em Montana, de como comunidades agrícolas, atuando em circunstâncias muito diferentes, se uniram para fortalecer e revitalizar seu tecido social.


Apesar das diferenças culturais e geográficas, essas iniciativas revelam um elemento comum: a agricultura pode fortalecer tecidos sociais, educativos e culturais quando se orienta por valores comunitários.


Outro ponto essencial discutido foi que comunidades vivas não podem ser impostas. Elas surgem quando as pessoas escolhem livremente colaborar, compartilhando responsabilidades e propósitos.


Economia associativa e novas formas de organização econômica

A conferência também trouxe reflexões importantes sobre a renovação da vida econômica na agricultura.


Experiências como a rede EcorNaturaSì, na Itália, e a cooperativa Odin, na Holanda, demonstram que cadeias produtivas podem ser estruturadas de forma mais consciente e cooperativa.


Essas iniciativas refletem princípios da Economia Associativa, desenvolvida a partir da visão social de Rudolf Steiner.


Nesse modelo, agricultores, comerciantes e consumidores deixam de atuar de forma isolada e passam a colaborar para equilibrar necessidades humanas, produção e circulação econômica.


Assim, a fazenda/organismo agrícola torna-se não apenas um local de produção, mas um ponto de encontro entre economia, cultura e responsabilidade social.


A fazenda como escola de liberdade e cura

Outro tema central da conferência foi o papel da fazenda/organismo agrícola como espaço de desenvolvimento humano.


A vida agrícola oferece experiências concretas que favorecem responsabilidade, consciência ecológica e aprendizado significativo.


Um exemplo apresentado foi o Hof Pente, onde uma fazenda biodinâmica funciona juntamente com uma comunidade educativa e um jardim de infância.


Nesse ambiente, a fazenda torna-se uma espécie de universidade viva, onde crianças, jovens e adultos aprendem através do cuidado com a terra, do trabalho coletivo e da convivência comunitária.


Essa perspectiva reforça a ideia de que a agricultura biodinâmica forma não apenas alimentos saudáveis, mas também seres humanos mais conscientes e livres.


Comunidades de pesquisa e conhecimento

Outro eixo importante da conferência foi o fortalecimento da pesquisa participativa na agricultura biodinâmica.


Nesse contexto, cada propriedade agrícola pode tornar-se um laboratório vivo, onde agricultores, pesquisadores e comunidades investigam juntos os processos da natureza.


Essa forma de pesquisa integra ciência, experiência prática e observação sensível da vida, contribuindo para o desenvolvimento contínuo da agricultura biodinâmica em escala global.


A inspiração da Carta de Micael

Durante toda a conferência, as reflexões foram inspiradas pela chamada Carta de Micael, presente na obra Anthroposophical Leading Thoughts.


Nela, Rudolf Steiner descreve a atuação de Micael como espírito do nosso tempo, convidando a humanidade a desenvolver uma consciência espiritual ativa e responsável.


A cada manhã da conferência, agricultores, educadores e pesquisadores dialogaram sobre esse texto, trazendo perspectivas diversas sobre os desafios contemporâneos da agricultura e da sociedade.


 Conclusões da Conferência

Ao final da conferência, concluiu-se que a ideia de "Você Nunca Cultiva Sozinho" poderia ser considerada tanto uma afirmação quanto uma questão de pesquisa.


Esse conceito também surge do trabalho e da conexão com comunidades de diversas maneiras e em diferentes esferas, incluindo o mundo espiritual.


Nessa questão de pesquisa recebeu uma resposta entusiasmada e esperançosa. É algo que criamos juntos como comunidade durante a conferência e esperamos que continue a nutrir as comunidades de todos aqueles que vivenciaram ou tomaram conhecimento da conferência à sua maneira.


Encerrando o Conferência de 2026, uma conclusão tornou-se evidente para todos os participantes:


“Você nunca cultiva sozinho.”


Essa afirmação pode ser compreendida em diferentes níveis:

• no nível da comunidade humana

• no nível da natureza viva

• e também no nível espiritual


Cultivar a terra significa participar de uma rede de relações que envolve pessoas, comunidades, natureza e cosmos.


Conferência Biodinâmica de 2027

A próxima Conferência de Agricultura acontecerá de 3 a 6 de fevereiro de 2027, com o tema: Trabalhando com a Inteligência da Vida. A Agricultura Biodinâmica Une o Microcosmo e o Macrocosmo. A base da conferência será a Carta de Micael "O Futuro da Humanidade e a Atividade de Micael", de Rudolf Steiner, Pensamentos Orientadores Antroposóficos, GA 26.



Referências

RINCÓN, Eduardo. Living Communities – Reflections on the Agriculture Conference 2026.Seção de Agricultura do Goetheanum.

STEINER, Rudolf. Pensamentos Orientadores Antroposóficos (GA 26).Dornach: Rudolf Steiner Verlag.

SCHARMER, Otto. Theory U: Leading from the Future as It Emerges. MIT Press.

Seção de Agricultura do Goetheanum. Agriculture Conference 2026 – Never Farming Alone.


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  1. ABDSul 25+: UM NOVO CICLO PARA A AGRICULTURA BIODINÂMICA

Estimulada pelas visões de novos tempos e inspirada pelos impulsos provenientes da Conferência Mundial, a Associação de Agricultura Biodinâmica do Sul – ABDSul iniciou, em 2026, um novo ciclo de desenvolvimento.


Esse movimento ocorre em sintonia com um momento especial de sua trajetória: em 22 de julho, a Associação celebra 25 anos de história dedicados ao fortalecimento da agricultura biodinâmica e ao cultivo de uma consciência ecológica ampliada, no Sul do Brasil e em todo o país, em espírito de irmandade e cooperação com a ABDBrasil.


O processo de planejamento denominado ABDSul 25+ busca preparar os próximos passos da organização a partir de um campo de escuta, participação e construção coletiva.

 

Os 3Cs: Cocriação, Cooperação e Colaboração


Neste caminhar do novo ciclo, trazemos para a ABDSul os conceitos e princípios dos 3Cs, sintonizados com a Trimembração Social para facilitar os passos da construção do planejamento.


Esses três princípios dos 3Cs dialogam diretamente com a Trimembração Social, proposta por Rudolf Steiner, que relaciona os ideais sociais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade às três faculdades fundamentais da alma humana: Pensar, Sentir e Querer.


Nessa perspectiva, a vida social saudável se organiza em três esferas fundamentais:

Princípio dos 3Cs

Esfera social

Faculdade humana

Cocriação

Liberdade

Pensar

Cooperação

Igualdade

Sentir

Colaboração

Fraternidade

Querer

Os 3Cs podem ser compreendidos da seguinte forma:


Cocriação

Relaciona-se ao campo da Liberdade e à esfera do Pensar. É o espaço onde surgem ideias, visões e impulsos criativos.


A cocriação nasce quando pessoas livres se encontram para pensar juntas novos caminhos para a agricultura, para as comunidades e para o cuidado com a Terra.


Cooperação

Relaciona-se ao campo da Igualdade e à esfera do Sentir. É o espaço da construção de relações equilibradas, do reconhecimento mútuo e da escuta.


A cooperação fortalece a vida comunitária e cria as bases para decisões compartilhadas.


Colaboração

Relaciona-se ao campo da Fraternidade e à esfera do Querer. É a expressão prática do trabalho conjunto.


Na colaboração, as pessoas unem forças para realizar ações concretas e colocar suas capacidades a serviço do bem comum.


Assim, cocriação, cooperação e colaboração tornam-se forças vivas que integram pensamento, sentimento e ação na construção de comunidades regenerativas.


Comunidade apoia Comunidade – CaC

Dentro desse processo de construção coletiva surge também o conceito Comunidade apoia Comunidade, um termo cunhado no âmbito da ABDSul e do Organismo Ikiporã.


Inspirado nas experiências de CSA – Comunidade que Sustenta a Agricultura, esse conceito amplia a ideia de apoio para uma dimensão mais abrangente: comunidades humanas fortalecendo outras comunidades humanas.


Isso pode ocorrer através de:

• compartilhamento de conhecimento

• apoio a iniciativas agrícolas

• construção de redes culturais e educativas

• cooperação econômica e social


Economia Associativa e novas formas de organização comunitária

Um dos fundamentos que também inspira o processo ABDSul 25+ é a compreensão da Economia Associativa, desenvolvida por Rudolf Steiner no contexto da Trimembração Social.


Nesse modelo, a vida econômica deixa de ser orientada exclusivamente pela competição ou pela lógica de mercado isolado, passando a se estruturar por processos de associação consciente entre produtores, comerciantes e consumidores.


A Economia Associativa busca responder a perguntas fundamentais:

• O que realmente precisa ser produzido?

• Como produzir de forma responsável com a Terra?

• Como distribuir os recursos de forma justa e consciente?

• Como tornar transparentes os processos econômicos?


Quando agricultores, consumidores, educadores e comunidades dialogam sobre essas questões, surge uma economia mais consciente, transparente e fraterna.


O objetivo deixa de ser apenas o lucro e passa a ser o atendimento das necessidades reais da sociedade e da natureza.


No contexto brasileiro e sul-americano, esses princípios abrem caminhos para o fortalecimento de redes regionais de produção, consumo e apoio mútuo, ampliando a resiliência das comunidades rurais.

 

Processos sociais vivos: Teoria U e o potencial criativo do encontro

O planejamento do ciclo ABDSul 25+, atualmente em gestação, germinação e desenvolvimento na associação, busca incorporar não apenas princípios conceituais, mas também metodologias contemporâneas de construção coletiva.


Entre elas destacam-se:


Teoria U

Desenvolvida por Otto Scharmer no MIT Presencing Institute, a Theory U propõe processos de transformação social baseados em escuta profunda, presença consciente e cocriação de futuros emergentes.


Essa abordagem convida indivíduos e organizações a observar profundamente a realidade, suspender padrões antigos e permitir que novas possibilidades surjam a partir do encontro e da consciência coletiva.


Os 7 Processos Sociais

Outro referencial importante são os 7 Processos Sociais, que ajudam a compreender como grupos humanos podem evoluir em direção a formas mais maduras de convivência, decisão e ação coletiva.


Esses processos orientam o desenvolvimento de:

• escuta e diálogo

• construção de confiança

• tomada de decisões compartilhadas

• corresponsabilidade nas ações

• aprendizagem social contínua


O Potencial Criativo do Encontro

Também inspira esse processo a compreensão do Potencial Criativo do Encontro, perspectiva relacionada aos estudos sobre presença coletiva e processos sociais de cocriação, dialogando com as abordagens desenvolvidas por Otto Scharmer.


Essa visão reconhece que novas possibilidades surgem quando pessoas se encontram de forma autêntica, compartilhando experiências, percepções e intenções.


Assim, encontros, diálogos e processos participativos deixam de ser apenas momentos organizativos e passam a ser espaços vivos de criação social.


EnaBIOSul — encontro no presente com olhar para cultivar o futuro

Como expressão concreta desses impulsos, estão em estudo os preparativos para a realização do primeiro EnaBIOSul — Encontro de Agricultura Biodinâmica e Orgânica do Sul do Brasil, previsto para 6 de junho de 2026, na comunidade de Santa Cruz da Figueira, em Águas Mornas, Santa Catarina.


O encontro está sendo gestado com o propósito de:

  • fortalecer redes entre agricultores biodinâmicos e orgânicos

  • ampliar o diálogo entre campo, cultura e sociedade

  • estimular processos de cocriação, cooperação e colaboração

  • fomentar iniciativas de economia associativa e comunidades regenerativas.

 


Um convite à comunidade

Ao completar 25 anos de caminhada, a ABDSul reconhece com amor, carinho e gratidão as muitas pessoas que contribuíram para a construção do movimento biodinâmico no Sul do Brasil.


O momento atual é também um convite para o futuro. para que associados, agricultores, pesquisadores, professores, estudantes, apoiadores e simpatizantes continuem caminhando juntos.


Cultivando ideias. Fortalecendo comunidades. Cuidando da Terra.


Porque, assim como a conferência internacional lembrou ao mundo:

ninguém cultiva sozinho — e é na comunidade que o futuro da agricultura biodinâmica continua a germinar. 🌱


Quadro Conceitual – Referenciais do Processo ABDSul 25+ aqui relacionados que podem ser aprofundados

Eixo conceitual

Ideia central

Autor / referência

Link para aprofundamento

Antroposofia

Base filosófica e espiritual que compreende o ser humano e a natureza como parte de um processo evolutivo integrado entre Terra e cosmos.

Rudolf Steiner

Agricultura Biodinâmica

Sistema agrícola regenerativo que entende a fazenda como um organismo vivo e busca harmonizar solo, plantas, animais, ser humano e cosmos.

Rudolf Steiner – Curso de Agricultura

Fazenda como organismo agrícola

A propriedade rural funciona como um organismo integrado, onde cada elemento participa do equilíbrio do todo.

Herbert Koepf

Trimembração Social

Proposta de organização social baseada em três esferas: liberdade na vida cultural, igualdade na vida jurídica e fraternidade na vida econômica.

Rudolf Steiner

Economia Associativa

Modelo econômico baseado na cooperação consciente entre produtores, comerciantes e consumidores.

Rudolf Steiner

CSA – Comunidade que Sustenta a Agricultura

Sistema em que consumidores e agricultores compartilham responsabilidades e riscos da produção agrícola.

Trauger Groh e Steven McFadden

Comunidade apoia Comunidade (CaC)

Conceito ampliado inspirado na CSA, em que comunidades humanas fortalecem outras comunidades por meio de redes de apoio, conhecimento e cooperação.

Inspirado no CSA

Em desenvolvimento conceitual João da Silva Mattos/ABDSul / Organismo Ikiporã

3Cs – Cocriação

Campo da liberdade e do pensar. Espaço de geração de ideias, visões e novos caminhos a partir do encontro entre pessoas livres.

Inspirado na Trimembração Social de Rudolf Steiner

Em desenvolvimento conceitual João da Silva Mattos/ABDSul / Organismo Ikiporã

3Cs – Cooperação

Campo da igualdade e do sentir. Fortalece relações de confiança, escuta e reconhecimento mútuo nas comunidades.

Inspirado na Trimembração Social

Em desenvolvimento conceitual João da Silva Mattos/ABDSul / Organismo Ikiporã

3Cs – Colaboração

Campo da fraternidade e do querer. Expressa-se na ação concreta e no trabalho conjunto a serviço do bem comum.

Inspirado na Trimembração Social

Em desenvolvimento conceitual João da Silva Mattos/ABDSul / Organismo Ikiporã

Teoria U

Metodologia de transformação social baseada em escuta profunda, presença e cocriação de futuros emergentes.

Otto Scharmer

Presencing

Capacidade de conectar percepção profunda e ação transformadora a partir da consciência coletiva.

Otto Scharmer

Desenvolvimento de comunidades

Estudo sobre como grupos humanos evoluem em maturidade social e capacidade de cooperação.

Bernard Lievegoed

Processos sociais vivos

Dinâmicas que fortalecem escuta, confiança, corresponsabilidade e tomada de decisão coletiva.

Bernard Lievegoed


  1. CICLO DE PALESTRAS: ABDSul 25+ EM CONEXÃO COM O SEU JUBILEU



No contexto das comemorações de seus 25 anos, a ABDSul proporciona à comunidade um espaço de aprofundamento, memória e renovação de propósito, por meio do Ciclo de Palestras Online - ABDSul 25+.


A próxima palestra com o tema “Fundamentos da Antroposofia e da Agricultura Biodinâmica” propõe revisitar as bases espirituais e conceituais que sustentam este caminho.


Conteúdos que serão abordados

  • Fundamentos da Antroposofia

  • A gênese espiritual da Agricultura Biodinâmica

  • A fazenda como individualidade agrícola

  • A relação viva entre ser humano, Terra e Cosmos

  • Princípios orientadores da prática biodinâmica


Informações da Palestra

Palestrantes: Andrea D’Angelo e Ronaldo Lempek

Data: 12 de março de 2026 (quinta-feira)

Horário: 19h30

Formato: Online

Participação: Gratuita

Promoção: ABDSul

📌 Inscrições: Devem ser realizadas pelo link: CLIQUE AQUI


O link de acesso a palestra será enviado somente aos inscritos.







 

 
 
 

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